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Quase metade dos consumidores brasileiros terminaram o mês de julho com o nome no cadastro de devedores. O Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, realizado pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), revelou que 75,08 milhões de brasileiros estavam negativados no sétimo mês de 2026, o que equivale a 44,8% da população adulta do país.
O número é recorde e representa um salto de aproximadamente 14% na comparação com julho de 2025. Em relação a junho deste ano, a alta foi de quase 0,5%. Segundo a pesquisa, o crescimento anual foi puxado principalmente por dívidas mais antigas, com atraso de quatro a cinco anos, que hoje correspondem a 39% do total.
O levantamento aponta que o setor financeiro continua sendo o maior obstáculo para o orçamento das famílias: 66% de todas as dívidas dos brasileiros são com bancos. A faixa etária mais comprometida é a de 30 a 39 anos, reunindo mais de 18 milhões de pessoas. Na prática, cerca de 54% da população nesta idade está com o nome sujo.
O estudo também mapeou o tamanho do prejuízo. Em julho, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 5.205,30 na soma de todos os seus débitos. Apesar da média alta, a análise detalhada revela que quase três em cada dez consumidores devem apenas até R$ 500, e mais de 40% possuem dívidas que não ultrapassam a marca de R$ 1.000.