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Uma funcionária doméstica de 62 anos foi resgatada de condições análogas à escravidão em Fortaleza, após trabalhar por mais de cinco décadas para o mesmo núcleo familiar. A ação foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) e da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará. Os créditos trabalhistas devidos à vítima ultrapassam R$ 1,5 milhão.
Segundo a fiscalização do MTE, a idosa não tinha remuneração regular, autonomia financeira ou oportunidades educacionais e patrimoniais. Enquanto os empregadores estudaram, se profissionalizaram e constituíram patrimônio, a trabalhadora permaneceu analfabeta e em total dependência econômica.
A investigação também revelou que a idosa estava inscrita no Cadastro Único e recebia o benefício de R$ 600,00 mensais do Programa Bolsa Família. No entanto, os saques eram realizados pela própria empregadora, que repassava apenas uma parte do valor para a funcionária.