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Doze entidades médicas e científicas, nacionais e internacionais, divulgaram um documento solicitando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição total dos implantes hormonais manipulados, popularmente conhecidos como “chips da beleza”.
Entre as instituições signatárias estão a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e a Sociedade Internacional da Menopausa.
Segundo as entidades, esses implantes são divulgados como soluções para sintomas da menopausa, melhora da libido, emagrecimento e ganho de massa muscular. No entanto, os especialistas alertam que não existem estudos clínicos robustos capazes de comprovar a eficácia e a segurança dos produtos para essas finalidades.
Uma das principais preocupações envolve a forma de administração. Como os implantes são inseridos sob a pele e liberam hormônios por vários meses, eventuais efeitos adversos não podem ser interrompidos rapidamente — um cenário muito diferente do que ocorre com medicamentos tradicionais como comprimidos, géis ou adesivos.
As sociedades médicas destacam os possíveis riscos cardiovasculares, hepáticos e hormonais a longo prazo, além de reações adversas como acne, queda de cabelo, crescimento excessivo de pelos e alterações na voz.
Atualmente, a Anvisa mantém restrições à manipulação dos implantes hormonais, embora a prática seja autorizada em situações terapêuticas específicas. Contudo, as organizações defendem que essa autorização excepcional não deve abrir precedentes para sustentar a comercialização de produtos que não passaram pelas rigorosas comprovações exigidas para medicamentos devidamente registrados.
Diante dos riscos, o grupo pede que a agência reguladora amplie as diretrizes e proíba, de forma definitiva, a manipulação, a comercialização, a distribuição, a publicidade e o uso dos implantes hormonais manipulados em todo o território nacional, independentemente da finalidade alegada.