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Brasília – O bolso dos brasileiros está cada vez mais pressionado. O percentual de famílias endividadas no país voltou a subir em maio, registrando um recorde histórico pelo quinto mês seguido. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% dos lares brasileiros terminaram o mês com dívidas.
O avanço é nítido quando comparado aos períodos anteriores:
O que entra na conta? Vale destacar que o indicador da CNC considera tanto as dívidas em dia quanto as em atraso. Estão incluídos gastos no cartão de crédito, cheque pré-datado, cheque especial, carnês de loja, empréstimos e financiamentos.
O principal fator de alerta apontado pela CNC é o crescimento do endividamento atrelado ao cartão de crédito. Por ser a modalidade com as taxas de juros mais elevadas do mercado, o dado preocupa analistas: o cartão sozinho concentra quase 85% de todas as dívidas dos brasileiros.
Em média, as famílias endividadas comprometeram 29,3% da sua renda mensal apenas para tentar honrar esses compromissos financeiros.
Além do aumento do número de pessoas que possuem parcelas a vencer, o volume de famílias com contas em atraso (inadimplentes) também subiu. O indicador avançou pelo mês passado e atingiu o maior patamar dos últimos seis meses, chegando a 29,9%.
A situação é ainda mais crítica para uma fatia considerável da população: 12,3% das famílias declararam que não terão condições de pagar suas contas em atraso, o que significa que permanecerão inadimplentes no curto prazo.