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A projeção de um dos episódios de El Niño mais intensos já registrados adiciona uma nova camada de risco para a produção agropecuária no Brasil e no mundo. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno atual tem potencial para ser o mais forte desde 1950, período em que as medições oficiais foram iniciadas.
No Brasil, as alterações climáticas devem se refletir na modificação do regime de chuvas em diversas regiões. O padrão típico do El Niño costuma intensificar as precipitações na região Centro-Sul, enquanto provoca estiagem e temperaturas acima da média histórica nas regiões Norte e Nordeste.
O setor produtivo acompanha o cenário com preocupação, já que a instabilidade climática ameaça diretamente o cronograma de plantio da soja e a formação da próxima safra de café. Além da agricultura, a pecuária de corte e a produção leiteira também correm riscos devido ao estresse térmico e ao impacto nas pastagens, o que pode influenciar a cotação das principais commodities no mercado global.