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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou um aplicativo para facilitar e acelerar a adoção de crianças e adolescentes que enfrentam maior dificuldade para encontrar uma família no Brasil. Batizada de A.Dot, a ferramenta digital reúne informações, fotos e vídeos de menores que estão na chamada busca ativa, com foco prioritário em jovens mais velhos, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades específicas de saúde.
O aplicativo funciona como uma extensão do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e já está disponível para pretendentes habilitados de todo o país. O acesso é feito de forma segura por meio do login do portal Gov.br, permitindo que os interessados acompanhem os perfis autorizados pela Justiça diretamente pelo telefone celular, superando barreiras geográficas e aproximando histórias.
A iniciativa tenta reverter um cenário de invisibilidade que atinge milhares de acolhidos. Segundo o CNJ, mais de 90% das crianças e adolescentes na fila da busca ativa têm mais de oito anos de idade, e 60% possuem pelo menos um irmão. O uso da plataforma exige compromisso rigoroso com o sigilo, garantindo a proteção da identidade e da imagem dos menores durante todo o processo de aproximação.
Desde 2019, o sistema nacional já viabilizou mais de 33,5 mil adoções em todo o território brasileiro, sendo que mais de 1.800 foram realizadas por meio da busca ativa. A expectativa das autoridades judiciais é de que a nova tecnologia humanize e amplie esses números, transformando a realidade da adoção tardia no país.