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O atacante do Flamengo, Bruno Henrique, segue sendo alvo da operação Spot Fixing, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público, que investiga um suposto envolvimento do jogador em um esquema de manipulação de apostas relacionadas a cartões amarelos.
Segundo as investigações, o atleta teria beneficiado familiares com as apostas.
De acordo com informações do blog de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, três familiares do jogador teriam lucrado com apostas realizadas em 2023, quando Bruno Henrique recebeu cartões amarelos durante partidas do Campeonato Brasileiro.
O irmão do atacante teria apostado cerca de 70 euros e obtido um retorno superior a 230 euros após o cartão do jogador em uma partida contra o Santos.
Já a cunhada de Bruno Henrique teria lucrado em duas casas de apostas estrangeiras, com um retorno de mais de 220 euros em uma aposta inicial de 70 euros, além de outra aposta de R$ 500, que resultou em um retorno de R$ 1.425. As plataformas envolvidas seriam Kaizen Gaming e Galera Bet.
Apesar dos avanços na apuração, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou um prazo adicional de 30 dias para avaliar as provas reunidas pela Polícia Federal.
O órgão justifica que o caso é complexo e requer mais diligências, incluindo a análise de bens do jogador, como seu celular, apreendido desde o início das investigações, em 2024.
Ao final do novo prazo, o MPDFT poderá optar por formalizar uma denúncia contra Bruno Henrique ou arquivar o caso por falta de provas.
Entre os fatores que levaram à investigação, está o volume atípico de apostas vencedoras relacionadas a um cartão amarelo para o jogador na partida entre Flamengo e Santos.
Dados da Kaizen Gaming indicam que 98% das apostas nesse mercado foram direcionadas ao atacante rubro-negro.
Além disso, as odds (cotações) oferecidas nas apostas eram consideradas altas para eventos como a aplicação de um cartão amarelo, o que levantou suspeitas sobre uma possível manipulação dos resultados.