Impostômetro atinge R$ 2 trilhões no primeiro semestre em marca inédita; gastos públicos somam R$ 2,7 trilhões

ECONOMIA

Os contribuintes brasileiros já pagaram mais de R$ 2 trilhões em impostos, taxas e contribuições aos cofres públicos da União, dos estados e dos municípios em 2026. O painel do Impostômetro, mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou a marca no último dia 27 de junho. É a primeira vez que o montante é alcançado ainda no primeiro semestre — em 2025, a mesma marca só foi atingida no dia 3 de julho.

Especialistas apontam que a aceleração na arrecadação é impulsionada pelo aquecimento da atividade econômica, pela inflação e pelo maior volume de transações comerciais. Também pesam no resultado as novas taxações implementadas pelo governo federal, como a cobrança sobre apostas online, os fundos exclusivos e a reoneração dos combustíveis.

O avanço na receita é acompanhado pelo crescimento acelerado das despesas governamentais. No acumulado do ano, os gastos públicos totais no país já ultrapassam R$ 2,7 trilhões. A maior parte desse endividamento e do volume de despesas está concentrada no caixa do Governo Federal, seguido pelos orçamentos das administrações municipais e estaduais.

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